quinta-feira, 19 de março de 2020

Covid-19: Prefeitura de Uberlândia decreta medidas temporárias na Administração Municipal

Covid-19: Prefeitura de Uberlândia decreta medidas temporárias na Administração Municipal
Orientações visam impedir aglomerações e reduzir a chance de disseminação do novo coronavírus

            Na tarde desta quinta-feira (19), o prefeito Odelmo Leão publicou um decreto no Diário Oficial do Município que regulamenta o funcionamento da Administração Municipal durante os próximos 60 dias, a contar da data de publicação. A medida estabelece normas para definições do regime de trabalho dos servidores municipais, visando impedir aglomerações, reduzir a chance de disseminação do novo coronavírus e a necessidade da restrição do atendimento presencial nas repartições públicas municipais.

            A decisão considera a declaração de pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 11 de março de 2020, bem como as recomendações e deliberações do Comitê Municipal de Enfrentamento ao Covid-19.

            O decreto aborda medidas temporárias de prevenção ao novo coronavírus (Covid-19) no âmbito da Administração Pública Municipal. Fica assegurada a manutenção da prestação dos serviços essenciais à população e serviços correlatos de interesse público.

Principais diretrizes:

1)    De forma excepcional, o servidor que apresentar sintomas gripais deve ficar em isolamento, mediante autorização da chefia imediata. Fica dispensado, neste caso, de comparecer à unidade de perícia médica e da apresentação de atestado médico. O afastamento, ressalvados os casos de orientação médica, não poderá superar o período de 14 dias e a comunicação do caso deverá ser feita por meio telefônico ou eletrônico.

2)    O servidor que for diagnosticado como caso suspeito ou confirmado do novo coronavírus (Covid-19), mediante avaliação médica, fica dispensado do comparecimento à unidade médica.


3)    Para fins de funcionamento mínimo, compete ao titular e dirigente dos órgãos e entidades da Administração Pública Municipal a definição de regime de trabalho home office (considerado como efetivo exercício), de escalas de revezamento e de regime de abono e compensação de jornadas de trabalho das unidades administrativas. Os servidores ficarão à disposição da Administração Pública Municipal, respeitada a jornada regulamentar de trabalho. Aos maiores de sessenta anos e às grávidas fica estabelecido, prioritariamente, o cumprimento da jornada sob regime de home office.

4)    Os gestores dos contratos de prestação de serviço deverão notificar as empresas contratadas para que procedam com campanhas internas de conscientização dos riscos e adotem todos os meios necessários à prevenção e ao enfrentamento ao novo coronavírus (Covid-19).


5)    Ficam suspensas:
I – as atividades de capacitação e treinamento, reuniões e outros eventos oficiais que impliquem aglomeração de pessoas;
II – viagens oficiais de servidor da Administração Pública Municipal;
III – as atividades esportivas e de teatros, museus, bibliotecas e congêneres da Administração Pública Municipal.

6)    Compete aos titulares e dirigentes dos órgãos e entidades da Administração Pública Municipal:b
I – adotar medidas de profilaxia, assepsia, sanitárias e de informação em relação ao novo coronavírus (Covid-19);
II – quando necessário, recomendar a realização de reuniões virtuais ou, não sendo possível, que estas sejam realizadas exclusivamente com a participação das pessoas indispensáveis à tomada de decisões, à instrução e conclusão do expediente;  
III – autorizar, extraordinariamente e por necessidade evidente do serviço a realização de viagens de que trata o inciso II do caput deste artigo.

Veja o decreto completo aqui

19/03/2020
Tatiana Oliveira
3239-2883

quarta-feira, 18 de março de 2020

COMUNICADO

COMUNICADO

Comitê Municipal de Enfrentamento ao COVID-19, instituído pelo Decreto Municipal nº 18.525/2020, reuniu-se na manhã desta terça-feira, dia 17/03/2020, com o propósito de atualizar as informações sobre o coronavírus e emitir recomendações a serem observadas por toda a população.

Durante a reunião, foi confirmado o primeiro caso positivo de COVID-19 no Município de Uberlândia. O paciente é do sexo masculino e chegou de viagem do exterior, tendo passado pela Argentina e Chile. O paciente está sendo monitorado, em isolamento domiciliar e passa bem.


Após as devidas deliberações, o Comitê decidiu emitir as recomendações e determinações a serem observadas por toda a sociedade uberlandense, quais sejam:



1) A suspensão das atividades em escolas, colégios, faculdades e centros universitários particulares de Uberlândia, pelo prazo de até 60 (sessenta) dias, a contar do dia 18/03/2020; excetuando-se desta recomendação as atividades relativas aos estudantes da área de saúde.

2) À Universidade Federal de Uberlândia que suspenda, de forma escalonada e paulatinamente, todas as atividades escolares, pelo prazo de até 60 (sessenta) dias, excetuando-se aquelas relacionadas aos cursos de saúde e estágios correspectivos, inclusive residência médica.

3) À Prefeitura de Uberlândia que suspenda, a partir do dia 18/03/2020, todas as atividades escolares na rede pública municipal de ensino e Organizações Sociais (OSs) parceiras do Município. Será mantido o fornecimento de uma alimentação aos alunos (merenda escolar) nos casos em que a família assim o desejar. As refeições serão servidas de segunda a sexta-feira, entre as 10h30 e 12h30, de forma escalonada para evitar aglomerações de alunos.

4) Às farmácias, drogarias e demais estabelecimentos que distribuam ou comercializem luvas, máscaras, álcool gel, entre outros produtos relacionados à prevenção ao COVID-19 ou doenças assemelhadas, que evitem o aumento de preços, destinando a comercialização de máscaras com prioridade às pessoas com eventual contágio e aos profissionais da área de saúde. Para tanto, o Ministério Público Estadual (MPE) informa que intensificará as ações de fiscalização nestes estabelecimentos.

5) A imediata suspensão de atividades em teatros, museus, bibliotecas públicas e outros estabelecimentos que recebam público em recintos fechados, tais como cinemas, casas de espetáculos e boates, por até 60 (sessenta) dias, além do adiamento de shows e de quaisquer eventos a serem realizados com público superior a 100 (cem) pessoas.

6) Restrição de visitas em centros de atividades de idosos e Instituições de Longa Permanência, assim consideradas também as organizações sociais (OS), as casas de repouso e similares.

7) Restrição de visitas e de acompanhamento aos pacientes internados em UTI, enfermarias ou apartamentos, sendo que cada paciente poderá receber apenas 1 (um) visitante familiar próximo por dia, desde que este não seja do grupo de risco, ressalvados os casos com acompanhamento obrigatório por lei.

8) O adiamento imediato de cirurgias eletivas na rede pública e particular de saúde, salvo aquelas indicadas para tratamento oncológico ou cardiovascular, bem como as de urgências e emergências, dando prioridade aos pacientes que já se encontrem internados com essa finalidade.

9) As coleta para os exames de diagnóstico do COVID-19 na rede pública e privada de saúde serão direcionados aos pacientes internados e devidamente notificados à Vigilância Epidemiológica (Vigep) ou àqueles oriundos de localidades com surto e que se enquadrem, portanto, no grupo de provável contaminação, desde que sejam encaminhados aos laboratórios particulares com pedido médico e notificação à Vigep.

10) À população que só procure o atendimento hospitalar nos casos em que apresente, concomitante, sintomas de febre, tosse e dificuldade respiratória (falta de ar), enquadramento no grupo de risco (idosos acima de 60 anos ou aqueles que já possuam comorbidades) ou vínculo epidemiológico.

11) Aos estabelecimentos de alimentação, que funcionem adotando o espaçamento mínimo de 1 (um) metro entre as mesas de refeição.

12) Às empresas, indústrias e comércio em geral, que estabeleçam, sempre que possível, o home office e turnos diferenciados de trabalho, com a finalidade de reduzir o fluxo de pessoas no transporte público municipal nos horários de pico e as aglomerações na entrada dos turnos.

13) À Ubertrans, que promova a higienização dos veículos do transporte público municipal com álcool 70% a cada parada técnica e disponibilize pontos fixos de higienização por álcool em gel em todos os veículos e terminais para utilização dos passageiros.

14) Às concessionárias do transporte coletivo, que determinem a circulação dos veículos com todas as janelas abertas, sempre que possível;

15) Às academias e aos centros esportivos, que promovam ações visando evitar a aglomeração de usuários, bem como realizar a limpeza regular com álcool 70% de todos os aparelhos e equipamentos a serem manipulados pelo público, com a recomendação a suspender o acesso a pessoas maiores de 60 (sessenta) anos. Recomendamos a estes últimos a prática de atividades físicas em ambientes abertos, evitando assim recintos fechados.

16) À Secretaria Municipal de Saúde, com o apoio do 36º BIMec, que estabeleça o cronograma de Campanha Nacional de Vacinação Contra Influenza para os dias 23 de março a 16 de abril para idosos e profissionais da área da saúde, com escalonamento e em ampla variedade de locais (postos de saúde, praças, CEAI’s, etc.), e dê ampla divulgação do cronograma adotado.

O Comitê de Enfrentamento ao COVID-19 está em caráter de prontidão para revisão das recomendações conforme demandar a situação no Município.

domingo, 15 de março de 2020

Diretores da rede municipal recebem orientações sobre o Coronavírus

Diretores da rede municipal recebem orientações sobre o Coronavírus
Informações sobre higiene e cuidados foram repassadas durante reunião mensal das gestoras nesta quinta-feira (12)

 
Foto: Cleiton Borges – Secretaria de Governo e Comunicação / PMU

            Na tarde desta quinta-feira (12), diretores de 124 instituições da rede municipal de ensino participaram da segunda reunião pedagógica mensal de 2020. Durante o encontro, entre as pautas foram repassadas instruções de saúde, como importância de orientar os responsáveis a manterem os cartões de vacina das crianças atualizado e cuidados com a higiene dos estudantes.

“Pedimos que o Programa Saúde Escolar acrescente em seu cronograma instruções às crianças sobre a higienização correta das mãos, o uso do álcool em gel e a etiqueta respiratória. É o que nos cabe fazer neste momento”, pontuou a secretária municipal de Educação, Tania Toledo.

            Durante o encontro, a secretária aproveitou a oportunidade para tranquilizar os servidores e pais sobre o coronavírus. “Nós não temos que ter pânico, não temos que nos apavorar por qualquer problema que é comum dentro das escolas, como uma gripe ou problemas de saúde costumeiros, mas é importante que tenhamos o cuidado e responsabilidade com o que nos cabe que é a questão da higiene, de fazê-la com o maior cuidado possível nesse momento”, ressaltou Toledo.
             
Ações

            A Secretaria Municipal de Educação providenciou a distribuição de álcool gel em todas as suas 121 escolas, em respeito à lei 10.535, de 9 de agosto de 2010, que determina a disponibilização ou instalação de produtos sanitizantes, antissépticos, higiênicos ou produtos similares para higienização e/ou assepsia das mãos nos estabelecimentos públicos e privados que prestam serviços ao público.

A Secretaria também está em constante contato com as equipes da Secretaria Municipal de Saúde e do Comitê do Enfrentamento ao Covid-19 para atualização das informações pertinentes ao assunto. As informações são frequentemente repassadas aos diretores escolares, garantindo o devido apoio aos mesmos durante as rotinas escolares.

Menos risco

Conforme relatório da Organização Mundial de Saúde divulgado em fevereiro, o índice de crianças afetadas pelo Covid-19 no mundo é baixo. Na China, 2,4% dos casos confirmados ocorreram nos mais novos, e 0,2% deles ficaram em estado crítico.
           
            A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) ressalta, ainda, ser contraproducente o fechamento de escolas neste momento, sendo que muitas vezes as crianças ficam aos cuidados dos avós, que são o grupo com maior taxa de letalidade do mundo. Segundo a SBI, a medida deve ser considerada apenas em locais com transmissão sustentada (quando não é mais possível rastrear a cadeia de transmissão) e ao menos 1.000 de casos confirmados.

12/03/2020
Tatiana Oliveira
3239-2883

Pânico geral: caos no mercado financeiro

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Pânico geral: caos no mercado financeiro

A semana passada foi muito difícil para os investidores: forte queda acumulada de 15,6% no Ibovespa, com o mecanismo conhecido como “circuit breaker” sendo acionado quatro vezes aqui no Brasil e duas vezes na bolsa dos Estados Unidos.
O pânico foi instaurado nos mercados financeiros mundiais com a disseminação global do coronavírus, a guerra de preços de petróleo entre Rússia e Arábia Saudita e o aumento exponencial do nível de aversão ao risco pelo mundo.
 
O que fazer agora?
Muitos investidores, clientes e seguidores da Levante tem me perguntado o que fazer agora. Antes de tudo é preciso ter calma. Não recomendamos a compra de nenhuma ação sob o efeito manada e sem racionalidade.
Estamos vivendo um verdadeiro “cisne negro”, um evento caótico e imprevisível que não acontece sempre e que já está sendo comparado à crise do mercado imobiliário de 2008  nos Estados Unidos. As características são bastante diferentes, mas a velocidade da queda nos índices acionários, especialmente os americanos,  é impressionante. Eu mesmo  nunca tinha visto nada  parecido em toda a minha carreira.
A propagação do coronavírus está sendo muito rápida, global e afetando a todos. Praticamente todo mundo conhece alguém que pode ter sido infectado, o que coloca todos em risco, inclusive o presidente da república Jair Bolsonaro.
Essa doença (gripe) se mostrou bastante contagiosa e perigosa para a população mais idosa. Justamente por isso, a Itália é o país mais afetado, com um número de mortes elevado, pois a população italiana é uma das mais velhas da Europa.

Quarentena geral
Grandes eventos esportivos sendo cancelados: a temporada de basquete na NBA nos Estados Unidos, jogos de futebol como Liga dos Campeões, eliminatórias da Copa do Mundo e até mesmo os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 poderão ser cancelados. Além disso, algumas grandes empresas suspenderam viagens, e festivais de música e grandes eventos também estão sendo cancelados.

No fundo do poço existe um alçapão
A frase acima ficou bem conhecida depois de ter sido usada nas famosas cartas do gestor do Fundo Verde, Luis Stuhlberger, e deixou bem claro como é difícil saber qual seria o ponto de inflexão (fundo do poço) para o Ibovespa. Essa é a pergunta de um milhão de dólares, e ninguém sabe a resposta.
O principal índice de ações da bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, já passou por pelo menos 19 correções nos últimos anos, sendo que o “Joesley Day” (18 de maio de 2017) é o mais lembrado. Esse movimento de correções na renda variável é normal e as crises tendem a passar depois de 3 ou 4 meses (duração média das quedas).

Dessa vez é diferente
As duas últimas crises financeiras tiveram fundamentos econômicos, com o estouro da bolha da internet em 2000 e a crise imobiliária dos Estados Unidos em 2008, nos dois casos ficaram claros os excessos no mercado de crédito, com alto nível de endividamento das empresas e das famílias, o que não está ocorrendo agora.
O momento atual é bem diferente, pois se trata de um choque de demanda temporário, ou seja, devido às quarentenas as pessoas deixaram de viajar, de consumir e mesmo de investir, o que causa impacto na economia no curto prazo.
Seria mais ou menos como o impacto da greve dos caminhoneiros na economia brasileira em 2018, só que em escala global. Passada a crise, a situação deve voltar ao normal, com circulação normal de pessoas, mercadorias e consumo voltando, quase um efeito “chicote”.

Hora de ir às compras?
As únicas certezas que tenho é que o momento é bastante volátil, incerto e que a situação ainda pode piorar antes de melhorar nos mercados acionários pelo mundo.
Minha recomendação é ir às compras na Bolsa com parcimônia, sem gastar todas as fichas (caixa) de uma vez só, sempre com diversificação de ativos e gestão de risco, pois o maior erro de um investidor é deixar o tamanho da posição muito grande.

Valor justo e preços de mercado
Olhando com frieza e experiência para os números, o que se vê é uma grande assimetria entre o valor justo das empresas e a oscilação dos preços de mercado das empresas na Bolsa. Parece que o ajuste nos preços de mercado foi muito mais intenso do que a mudança nos lucros futuros das empresas e o no seu valor intrínseco.

Respondendo às perguntas dos leitores
Neste momento, eu não venderia as ações que apresentaram forte perda no curto prazo, principalmente as ações de empresas dos setores de aviação, viagem e turismo, commodities, frigoríficos, construção civil e varejo eletrônico.
Entretanto, agora eu não compraria mais ações da Petrobras, Vale e Gerdau, apenas para citar as principais empresas que os leitores me perguntaram.
O momento é de reduzir a exposição ao risco para controlar a volatilidade da carteira, e voltar o foco para ações de empresas de setores mais expostos ao mercado doméstico, sem tanta influência do mercado externo (especialmente China), tais como varejo, shopping centers, bancos e energia elétrica.

Estratégia de ações: Dividendos
Em termos de estratégia eu recomendo as ações pagadoras de dividendos, pois o risco é menor e o investidor recebe uma quantia paga em dinheiro com isenção de imposto de renda.
Para não ficar em cima do muro em termos de recomendações, eu chamo atenção para as ações da Itaúsa (ITSA4) e do Banco do Brasil (BBAS3), que acumularam queda de 25% e 30%, respectivamente em 2020.
O retorno em dividendos (yield), calculado pela divisão do dividendo pelo preço da ação, das duas empresas ficou ainda mais atrativo com forte a queda recente no preço das ações.
O retorno em dividendos de Itaúsa saiu de 5,7% em dezembro de 2019 para 7,7% atualmente. Para o Banco do Brasil o retorno em dividendos aumentou de 5,3% em dezembro de 2019 para 7,8% nos preços atuais.
O retorno em dividendos aumentou porque o preço das ações caiu muito, mas os lucros das empresas e os dividendos pagos praticamente não sofreram alteração.
Ressalto que os investidores que têm atualmente ações pagadoras de dividendos irão receber mais dividendos que podem ser usados para a compra adicional de ações “na promoção” após as quedas na Bolsa. Assim, quem já era acionista de Itaúsa ou de Banco do Brasil receberá dividendos que podem ser usados para comprar ações mais baratas que proporcionam retorno em dividendos maiores.

Podem contar comigo na hora do caos
Eu tenho 20 anos de experiência no mercado financeiro e pretendo ficar a seu lado durante esse período caótico no mercado financeiro, para explicar de maneira simples e direta sobre o que está acontecendo na bolsa de valores e quais os impactos para os seus investimentos.
Afinal, não é sempre que temos quatro acionamentos de circuit breakers na mesma semana, inclusive dois na bolsa americana.
Alguns investidores, que entraram recentemente na Bolsa (aumento de 1 milhão de investidores na B3 nos últimos 12 meses) podem ter ficado traumatizados com as perdas recentes nos seu patrimônio.
Apenas como exemplo: o investidor que entrou na oferta de ações (follow-on) da Petrobras pagou R$ 32 por ação ordinária, hoje a mesma ação vale R$ 15,86, uma queda de 50%. Nessa hora é preciso ter muita calma e assimilar a aula sobre risco.
Junto com os meus sócios na Levante Ideias de Investimento, prezamos muito pela educação financeira dos investidores e pela qualidade dos nossos conteúdos de análises financeiras.
Seria mais ou menos como aquela cena do filme Tropa de Elite, em que o Batalhão de Operações Especiais (Bope), do personagem Capitão Nascimento, é chamado para lidar com uma situação que saiu fora do controle no baile funk na favela .
Na hora do pânico, stress e incertezas no mercado financeiro acredito que é muito importante estar presente ao lado dos investidores para tranquilizar, esclarecer e orientar sobre investimentos. Nesse momento os anos de experiência fazem toda a diferença, sem fugir da raia e sempre incentivando a educação financeira e a análise fundamentalista.

Gabinete Anticaos: o time de análise da Levante ao seu lado
Neste momento de stress elevado, a Levante acionou o Gabinete Anticaos
Trata-se de uma série de investimento temporária e com livre acesso a todos os investidores.
O objetivo da novidade é estar ao seu lado neste momento de incertezas e de muitos acontecimentos que têm provocados significativas quedas e volatilidade no mercado financeiro.
A série é aberta a todos os leitores da Levante, sem nenhum custo. Enquanto a concorrência se limita a tentar vender seus relatórios, nós optamos por aumentar a disponibilidade de conteúdo grátis sobre investimentos.
Afinal, investir na Bolsa de Valores ainda é novidade para muita gente - e sabemos que não é fácil enfrentar esse momento sozinho. 
Estamos de corpo e alma ao seu lado. 
Gabinete Anticaos ficará ativo até que os mercados voltem à normalidade - e não temos dúvida de que isso vai ocorrer antes que você imagine. 
Para passar a receber os relatórios diariamente, basta se inscrever aqui.
Um abraço,
Eduardo Guimarães

A minha visão sobre o coronavírus

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A minha visão sobre o coronavírus
Atualmente, não há outro tema tão importante quanto o coronavírus. Com o epicentro da doença mudando de eixo da China para a Europa, os desafios de combate à doença, a qual agora recebe o status de pandemia, continuam.
Na coluna de hoje, pretendo expor o meu ponto de vista sobre os riscos embutidos no coronavírus e sobre o atual estágio da pandemia mundo afora. Logo após, vou elencar alguns de seus possíveis impactos para a economia e a política. Vale ressaltar aqui que o que irei comentar sobre o vírus vale para todo o globo, mas a análise das consequências terá um recorte para o Brasil. E, além disso, prepare-se: excepcionalmente, este é um texto mais extenso.
Primeiro de tudo, é preciso afastar a ideia errônea de que o coronavírus não é sério. São mais de 140 mil pessoas infectadas em todo o mundo e mais de cinco mil mortes contabilizadas até agora. É comum comparar a doença com uma gripe comum, mas, diferentemente da gripe, ainda não existe um tratamento adequado ao coronavírus e tudo indica que a transmissibilidade da nova doença é mais alta.
Como bem pontuaram diversos especialistas da área de saúde, a doença não precisa ser mais letal para produzir efeitos negativos – basta que ela imponha perigo ao funcionamento adequado do sistema de saúde de um país. Este é o grande risco presente no coronavírus, e a Itália, que vem tendo dificuldades de lidar com a doença, é um claro exemplo de superlotação dos hospitais.
Entendendo, portanto, que o Ocidente não conseguirá reagir da mesma forma que a China – por questões socioculturais –. Então, tomando o país asiático como um lado da moeda e colocando a experiência italiana como o extremo oposto, vamos a alguns dados sobre o ritmo de contaminação do coronavírus.
A situação atual do mundo está resumida nos quatro gráficos abaixo: o primeiro aponta para o número total de casos e para o recente aumento da curva, aumento esse explicado pela disseminação do vírus para uma enorme quantidade de países. O segundo, por sua vez, aponta para o número de novos casos diários no horizonte temporal, sustentando a recente alta de contaminados na medida em que o número de novos casos voltou a aumentar.
Gráfico
Gráfico
Já o terceiro e quarto gráficos (abaixo) dissecam um pouco mais as informações do primeiro: respectivamente, temos o número de casos fora da China e a distribuição dos casos ao redor do mundo. Pelo aumento exponencial da curva do terceiro gráfico, é possível observar que é somente uma questão de tempo para que os números do resto do mundo (atualmente, pouco menos de 60 mil) superem os 80 mil casos chineses de coronavírus.
Gráfico
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Em outras palavras, o que os dados demonstram é que, apesar do ótimo trabalho de controle epidemiológico da China, o risco agora reside nos outros países com casos de contaminação. Nesse sentido, tudo vai depender de como os governos atuarão na prevenção e no combate ao vírus, mas, de qualquer forma, o panorama ainda carrega uma boa dose de incerteza. Não se sabe quando será o ponto máximo das parábolas de contaminação. Por aqui, por exemplo, o aumento da contaminação só está começando: nem entramos no gráfico abaixo, que só considera os países que já têm mais de 100 casos confirmados.
Gráfico
É bastante perceptível acima que as curvas de infectados pelo vírus ainda devem crescer antes de se estabilizarem. A Coreia do Sul, após declarar quarentena e adotar outras medidas protetivas, começa agora a controlar o número de casos confirmados. O mesmo vale para a Itália, mas não para os Estados Unidos, a Alemanha, a França e a Espanha, que somente agora iniciaram mudanças e restrições na rotina de suas respectivas populações.
Evidentemente, quanto mais cedo houver a tomada de atitude – seja do governo, seja da população –, menor será o impacto do coronavírus no país. Mas não só: quanto mais cedo forem evitadas aglomerações ou outros catalisadores da doença, menor a chance de os sistemas de saúde dos países não darem conta de atender àqueles que realmente precisam – os grupos de risco. Por consequência, menor o impacto nas economias. Vale destacar um último gráfico sobre o coronavírus para explicar essa variável. Veja abaixo:
Gráfico
É claro que, dada a elevada incerteza sobre o futuro, fica muito difícil prever qual será o prejuízo para os países e a economia global como um todo. No entanto, podemos projetar algumas possibilidades que afetariam diretamente o crescimento – traduzido pelo PIB.
A primeira possibilidade – e mais séria – está relacionada à suspensão – ou diminuição – das atividades econômicas. Aqui, refiro-me à indústria e principalmente ao setor de serviços (que representa a grande maioria do PIB brasileiro). Em um cenário de ação tardia das medidas de controle, pode ser necessário que elas sejam mais drásticas. Na Itália, por exemplo, todo o país está em lockdown. Tal cenário reduziria diretamente o consumo e a produção de bens e serviços.
A segunda diz respeito aos reflexos da desaceleração de economias centrais no mundo: é o caso da China, que deve ser afetada, os EUA, a Alemanha… uma frustração no crescimento desses países deve repercutir negativamente nos PIBs de outros países, principalmente daqueles em que as relações comerciais são mais estreitas.
Ainda nessa semana, o Instituto Brasileiro de Economia, da FGV/Rio, divulgou o resultado de dois indicadores econômicos globais: o Barômetro Econômico Global Antecedente e o Coincidente. Os dois índices decresceram no resultado de março de 2020 e atingiram os menores níveis desde 2009, repercutindo já os efeitos do coronavírus na economia.
O Barômetro Global Coincidente, que reflete o estado atual da atividade econômica, caiu 14,4 pontos (de 92,4 pontos para 78,0), puxado pelas variáveis da região da Ásia, primeira afetada pela doença. Já o Barômetro Global Antecedente, que antecipa de três a seis meses os ciclos econômicos, decresceu 10,4 pontos no mês (de 97,6 pontos para 87,6) pelos mesmos motivos. Vale observar que a tendência é de mais queda, já que o cálculo dos indicadores ainda não captou a propagação do coronavírus para além da Ásia.
No gráfico abaixo, temos o relógio do ciclo econômico, o qual coloca ambos os índices nos eixos X e Y para vislumbrar em qual etapa os resultados se encontram. É claro que, pelo menos para os próximos meses, há uma tendência de baixa cíclica.
Gráfico
Em termos econômicos, a recuperação das economias em 2020 vai depender fortemente do tempo e da intensidade dos lockdowns e consequentes reduções no consumo e produção. Como tentei demonstrar, as paralisações passam, fundamentalmente, pela atuação eficaz dos governos na contenção do surto.
No caso do Brasil, ainda temos um terceiro fator que pode complicar a economia: o político. Em partes, é novo, em partes, já é uma luta conhecida. Para que o Brasil não tenha mais um ano de crescimento medíocre ou até, no pior cenário, uma leve recessão, é preciso dar continuidade ao ajuste fiscal. Basicamente, reformas estruturais – tributária, administrativa, Plano Mais Brasil etc. – que permitam: a) gerar superávit primário; b) estabilizar a trajetória da dívida pública; c) aumentar a produtividade do trabalho; e d) melhorar o ambiente de negócios.
No início do ano, indiquei que havia uma janela de oportunidades para avançar com as pautas no Congresso, em especial no primeiro semestre. Estamos no meio de março e pouco avançou. Agora, fica ainda mais complexo pautar as reformas com todos os esforços voltados para o coronavírus. Isso sem contar com a possibilidade de suspensão das atividades parlamentares para conter a contaminação entre deputados e senadores.
A janela, infelizmente, estreitou-se, deixando incógnitas quanto à possibilidade de crescimento robusto no Brasil. Flexibilizar teto de gastos não é uma opção, é irresponsabilidade, e o orçamento engessado impede que o estado brasileiro incentive o crescimento. Uma possível frustração de receitas em 2020 – devido à desaceleração – acarretaria a revisão da meta primária ao ano. Definitivamente, uma conjuntura complexa que pode atrasar mais ainda a volta do país ao nível econômico pré-crise.
Assim sendo, entendo que o mundo passa por uma verdadeira prova de fogo e que o Brasil ainda adiciona contornos dramáticos à situação. Diferentemente de 2019, o governo lida com um cenário delicado. Superar com responsabilidade a crise do coronavírus é imprescindível para mitigar seus efeitos sobre as economias globais e, também, a nossa.
Não sou economista e espero estar enganado, mas acredito que o coronavírus ainda vai fazer algum estrago nos países e que o Planalto terá dificuldades em agir de maneira prudente e cirúrgica para contornar a situação. Por isso, arrisco dizer que o crescimento econômico brasileiro para 2020, infelizmente, ficará entre 0 e 0,5%.
Um abraço e se cuidem,

COMUNICADO

COMUNICADO

A Secretaria Municipal de Saúde informa que a Vigilância Epidemiológica já notificou 40 casos com suspeita de contaminação pelo coronavírus em Uberlândia e que, conforme atualização no último sábado (14), nenhum dos casos *testou positivo para Covid-19 até o momento*. Do total de suspeitas, *oito deram negativo* e 27 permanecem em investigação. Os outros cinco casos restantes apontaram para gripe comum (não coronavírus).

A Administração Municipal salienta que o coronavírus tem rápida transmissão e que o melhor jeito de evitar a contaminação é reforçando os hábitos de higiene, como lavar com frequência as mãos, usar o álcool em gel, proteger com um lenço descartável ou o antebraço a boca ao espirrar e tossir. Recomenda-se também evitar locais fechados ou com aglomerações.






Clubes decidem paralisar a temporada devido ao avanço do COVID-19

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Domingo, 15 de Março de 2020
NOTA OFICIAL - Paralisação do NBB CAIXA 2019/2020
Clubes decidem paralisar a temporada devido ao avanço do COVID-19
Por conta do surto mundial do COVID-19, classificado como pandemia pela Organização Mundial da Saúde, a Liga Nacional de Basquete decidiu paralisar o NBB CAIXA 2019/2020 a partir desta segunda-feira (16). Confira a nota oficial:
“O Departamento Técnico-Operacional da Liga Nacional de Basquete, no uso de suas atribuições comunica, devido ao avanço do COVID-19: 
1- Paralisação total do NBB Caixa 2019/2020 a partir do dia 16/03/2020 sem data pré- determinada para o retorno da competição. 
2- Convocação dos 16 (clubes) participantes do NBB Caixa 2019/2020 para uma reunião do Conselho de Administração no dia 16/03, segunda-feira, às 17h00, na sede da Liga Nacional de Basquete.”
Na última quinta-feira, os Clubes associados à Liga Nacional de Basquete (LNB) decidiram por adiar o Jogo das Estrelas 2020 e que as partidas de 13/03 a 18/03 seriam realizadas com portões fechados. Em nova reunião, foi concluído que a paralisação do campeonato seria o melhor caminho, priorizando a saúde dos atletas, comissões técnicas, árbitros e os demais envolvidos nas partidas.